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Estudo CBR para projeto viário em Mauá: resistência do subleito

O regime de chuvas intensas do ABC Paulista, com médias anuais que superam 1400 mm, castiga qualquer base de pavimento mal dimensionada em Mauá. A umidade retida nos solos finos da região do Tamanduateí reduz a capacidade de suporte do subleito de forma silenciosa. Um estudo de granulometria combinado com o ensaio CBR prevê esse comportamento antes da abertura da vala, eliminando a surpresa de recalques prematuros. Nossa equipe executa o ensaio de Índice de Suporte Califórnia seguindo a ABNT NBR 9895, com compactação na energia especificada em projeto, seja Proctor normal ou intermediário. O resultado é um número confiável que define a espessura das camadas do pavimento em Mauá, evitando superdimensionamento de material ou ruptura por fadiga da capa asfáltica.

A imersão de quatro dias no ensaio CBR replica o pior cenário de saturação do subleito, e a expansão medida nesse período define a vida útil do pavimento.

Como trabalhamos

Mauá assenta-se sobre terrenos do Planalto Atlântico com domínio de migmatitos e granitos do Complexo Costeiro, gerando solos saprolíticos arenosos nos bairros altos e colúvios argilosos nas baixadas do Rio Tamanduateí. Essa transição brusca de material exige uma campanha de CBR com pontos de coleta que representem cada unidade geotécnica do traçado viário. O ensaio determina a resistência à penetração de um corpo de prova compactado na umidade ótima e submetido a imersão por quatro dias, simulando as piores condições de saturação do subleito em Mauá. A expansão medida durante a embebição é tão crítica quanto o índice de suporte final, pois indica o potencial de levantamento do pavimento em solos expansivos. Em trechos onde a drenagem é comprometida, complementamos a investigação com o ensaio de permeabilidade in situ para calibrar o projeto de drenagem subterrânea.
Estudo CBR para projeto viário em Mauá: resistência do subleito

Fatores do terreno local

O contraste entre o Jardim Zaíra, em área de várzea com argilas orgânicas moles, e o Parque das Américas, sobre solos residuais de granito mais competentes, ilustra o risco de adotar um valor único de CBR para toda a extensão de uma via em Mauá. Projetos que ignoram essa variabilidade geotécnica apresentam trincas por fadiga e afundamentos de trilha de roda nos primeiros dois ciclos chuvosos. A espessura de pavimento calculada com um CBR superestimado para o trecho de baixada leva à ruína precoce da estrutura. O custo de recapeamento e fresagem contínua supera em muito o investimento inicial em uma campanha de sondagens e ensaios de índice de suporte distribuídos a cada 200 metros lineares, conforme preconiza o manual de pavimentação do DNIT.

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Marco normativo

ABNT NBR 9895:2016 - Solo - Índice de Suporte Califórnia (ISC), ABNT NBR 7182:2016 - Solo - Ensaio de Compactação, DNIT 098/2007 - ES - Pavimentação - Sub-base estabilizada granulometricamente, DER/SP ET-DE-P00/023 - Subleito e Reforço do Subleito

Serviços técnicos vinculados

01

Ensaio de Compactação Proctor

Determinamos a massa específica aparente seca máxima e a umidade ótima do solo de Mauá nas energias normal ou intermediária. Este ensaio, regido pela ABNT NBR 7182, fornece os parâmetros de referência para a moldagem dos corpos de prova do CBR e para o controle de compactação no campo.

02

Classificação MCT Expedita

Aplicamos a metodologia MCT (Miniatura, Compactado, Tropical) para solos lateríticos e saprolíticos típicos do Planalto Paulista. A classificação vai além do sistema HRB e identifica o comportamento resiliente do solo sob carga repetida, crucial para dimensionar pavimentos de vias de tráfego pesado em Mauá.

Parâmetros típicos

ParâmetroValor típico
Norma de ensaioABNT NBR 9895:2016
Energia de compactaçãoProctor Normal ou Intermediário
Tempo de imersão96 horas (4 dias)
Sobrecarga padrão4,5 kg (anéis metálicos)
Expansão máxima recomendada< 2% do corpo de prova
CBR mínimo para subleito≥ 6% (DNIT 098/2007 - ES)
CBR para reforço do subleitoCBR ≥ 12%
Número de golpes por camada12, 26 ou 55 golpes

Perguntas e respostas

Qual a diferença entre o CBR de laboratório e o CBR in situ?

O CBR de laboratório é executado sobre corpos de prova compactados na energia e umidade especificadas em projeto (ABNT NBR 9895). O CBR in situ, feito com penetrômetro dinâmico diretamente no subleito, serve para controle de execução e liberação de camadas. O valor de projeto sempre provém do ensaio de laboratório com imersão.

Em quantos pontos devo coletar amostras para o ensaio CBR em Mauá?

A recomendação técnica do DNIT sugere um furo de sondagem a cada 200 metros lineares de via, alternando entre furos no eixo e nos bordos. Em Mauá, onde a geologia muda abruptamente entre colúvio de baixada e solo residual de encosta, reduzimos esse espaçamento para 150 metros em trechos de transição para garantir representatividade estatística.

Quanto custa um ensaio de CBR para projeto viário em Mauá?

O valor de um ensaio CBR com compactação e imersão gira entre R$420 e R$860, dependendo do número de pontos de compactação e da necessidade de caracterização complementar com granulometria e limites de Atterberg. Para uma campanha completa ao longo de uma via, emitimos uma proposta técnica com medição por quilômetro.

O ensaio CBR é suficiente para dimensionar um pavimento flexível?

O CBR é o parâmetro de entrada principal para o método empírico do DNIT de dimensionamento de pavimentos flexíveis. Contudo, para vias de tráfego muito pesado ou corredores de ônibus em Mauá, recomendamos associar o CBR a ensaios de módulo de resiliência (MR) para calibrar a análise mecanística da estrutura.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Mauá e arredores.

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