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Mauá, Brasil
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Resistividade Elétrica / SEV em Mauá: Mapeamento Geofísico com Precisão

Uma obra de captação de água no Parque das Américas, em Mauá, esbarrou em fraturas inesperadas no embasamento cristalino. A perfuração mecânica só resolve parte do problema; sem um modelo geoelétrico prévio, o risco de furar seco é real. A Sondagem Elétrica Vertical (SEV) resolve essa incerteza ao injetar corrente contínua e ler diferenças de potencial em arranjo Schlumberger, revelando camadas saturadas, contatos litológicos e profundidade do topo rochoso. Em Mauá, onde o relevo varia entre morros de granitoides e planícies aluvionares do rio Tamanduateí, utilizamos perfis de resistividade elétrica para correlacionar anomalias condutivas com zonas de falha e saturação, reduzindo significativamente o risco exploratório. A interpretação 1D é refinada com software de inversão robusta, e os resultados orientam desde a locação de poços tubulares até investigações de passivos ambientais em antigos lixões industriais da região do Sertãozinho.

Em terrenos cristalinos como os de Mauá, a SEV não adivinha água, mas revela exatamente onde a rocha permite que ela flua.

Como trabalhamos

Comparando o subsolo da várzea do Tamanduateí com os maciços graníticos do Alto da Serra, a resposta geoelétrica muda radicalmente. Na zona baixa, sedimentos quaternários saturados geram baixa resistividade, muitas vezes abaixo de 50 Ohm.m, exigindo aberturas eletródicas AB/2 superiores a 150 metros para atingir o embasamento. Já nos morros, o manto de alteração sobre rocha sã apresenta contraste nítido, permitindo mapear a frente de intemperismo com precisão. Para projetos que exigem correlação direta com parâmetros de engenharia, complementamos a campanha com sondagens SPT nos pontos de inversão mais representativos, ancorando as unidades geoelétricas a valores de N60 e litologias reais. O arranjo dipolo-dipolo também pode ser acoplado quando há necessidade de imageamento 2D de plumas de contaminação, mas em Mauá a SEV vertical ainda é a ferramenta mais custo-efetiva para prospecção de água subterrânea e definição de profundidade de escavação em obras civis.
Resistividade Elétrica / SEV em Mauá: Mapeamento Geofísico com Precisão

Fatores do terreno local

Em Mauá, o erro mais comum que observamos é subestimar a heterogeneidade do manto de alteração. O cliente contrata uma SEV com abertura máxima curta, de 50 metros, e acha que definiu o topo rochoso. Só que na região do Jardim Zaíra, o saprolito pode atingir 30 metros de espessura, e uma abertura insuficiente mascara o contraste real com a rocha. A consequência é cara: perfuração de poço que não atinge vazão ou fundação de torre ancorada em material instável. Trabalhamos com a NBR 15935-2 e seguimos protocolos de calibração diária do resistivímetro, garantindo que a resistência de contato nos eletrodos de aço inox fique abaixo de 2 kOhm. Sem esse rigor, os dados de campo viram ruído, e a inversão entrega um modelo geológico fictício que pode comprometer todo o projeto de engenharia.

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Marco normativo

ABNT NBR 15935-2:2011 — Investigações geofísicas de superfície — Método da eletrorresistividade, ABNT NBR 15492:2007 — Sondagem de reconhecimento para fins de qualidade ambiental — Procedimento, ABNT NBR 6122:2019 — Projeto e execução de fundações

Serviços técnicos vinculados

01

Sondagem Elétrica Vertical (SEV)

Perfilagem 1D com arranjo Schlumberger para determinação da profundidade do embasamento cristalino, identificação de aquíferos fraturados e mapeamento de plumas de contaminação em zonas industriais. Inclui inversão com algoritmo de regularização suave e relatório com seções geoelétricas interpretadas.

02

Caminhamento Elétrico 2D

Imageamento lateral de subsolo para detecção de cavidades, variações faciológicas em aluviões e monitoramento de barragens de rejeito. Ideal para complementar a SEV em áreas com geologia complexa, utilizando arranjos Wenner-Schlumberger com espaçamento adaptável ao relevo local.

Parâmetros típicos

ParâmetroValor típico
Arranjo típicoSchlumberger simétrico (AB/2 até 200 m)
Profundidade de investigaçãoAté 80-100 m em solos saturados
Resolução verticalInversão 1D multicamadas (até 8 camadas)
Faixa de resistividade0.5 Ohm.m (argilas condutivas) a >5000 Ohm.m (rocha sã)
Norma aplicávelABNT NBR 15935-2:2011 (Investigações geofísicas)
Aplicação local principalMapeamento aquífero fraturado e topo rochoso

Perguntas e respostas

Quanto custa uma campanha de SEV em Mauá?

O valor de uma campanha de resistividade elétrica na região de Mauá varia entre R$1.630 e R$2.580, a depender da quantidade de SEVs, da abertura eletródica máxima (AB/2) e da necessidade de caminhamento 2D complementar. Enviamos orçamento detalhado após visita técnica ao terreno.

Qual a profundidade que a SEV atinge no solo de Mauá?

A profundidade de investigação efetiva depende da abertura AB e da resistividade do meio. Em sedimentos condutivos da várzea do Tamanduateí, com AB/2 de 200 m, conseguimos imagear até cerca de 80 metros. Em rocha cristalina resistente, a penetração pode ser ainda maior, mas a resolução diminui com a profundidade.

A SEV detecta contaminação por solvente no solo?

Sim, desde que haja contraste de resistividade. Solventes orgânicos deslocam a água subterrânea e geram anomalias resistivas bem marcadas sobre a pluma. Já contaminantes inorgânicos salinos reduzem a resistividade. Em ambos os casos, o método é eficaz, e em Mauá já aplicamos SEV em áreas de passivo industrial com bons resultados de delimitação lateral.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Mauá e arredores.

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