Uma obra de captação de água no Parque das Américas, em Mauá, esbarrou em fraturas inesperadas no embasamento cristalino. A perfuração mecânica só resolve parte do problema; sem um modelo geoelétrico prévio, o risco de furar seco é real. A Sondagem Elétrica Vertical (SEV) resolve essa incerteza ao injetar corrente contínua e ler diferenças de potencial em arranjo Schlumberger, revelando camadas saturadas, contatos litológicos e profundidade do topo rochoso. Em Mauá, onde o relevo varia entre morros de granitoides e planícies aluvionares do rio Tamanduateí, utilizamos perfis de resistividade elétrica para correlacionar anomalias condutivas com zonas de falha e saturação, reduzindo significativamente o risco exploratório. A interpretação 1D é refinada com software de inversão robusta, e os resultados orientam desde a locação de poços tubulares até investigações de passivos ambientais em antigos lixões industriais da região do Sertãozinho.
Em terrenos cristalinos como os de Mauá, a SEV não adivinha água, mas revela exatamente onde a rocha permite que ela flua.
Como trabalhamos
Fatores do terreno local
Em Mauá, o erro mais comum que observamos é subestimar a heterogeneidade do manto de alteração. O cliente contrata uma SEV com abertura máxima curta, de 50 metros, e acha que definiu o topo rochoso. Só que na região do Jardim Zaíra, o saprolito pode atingir 30 metros de espessura, e uma abertura insuficiente mascara o contraste real com a rocha. A consequência é cara: perfuração de poço que não atinge vazão ou fundação de torre ancorada em material instável. Trabalhamos com a NBR 15935-2 e seguimos protocolos de calibração diária do resistivímetro, garantindo que a resistência de contato nos eletrodos de aço inox fique abaixo de 2 kOhm. Sem esse rigor, os dados de campo viram ruído, e a inversão entrega um modelo geológico fictício que pode comprometer todo o projeto de engenharia.
Recurso em vídeo
Marco normativo
ABNT NBR 15935-2:2011 — Investigações geofísicas de superfície — Método da eletrorresistividade, ABNT NBR 15492:2007 — Sondagem de reconhecimento para fins de qualidade ambiental — Procedimento, ABNT NBR 6122:2019 — Projeto e execução de fundações
Serviços técnicos vinculados
Sondagem Elétrica Vertical (SEV)
Perfilagem 1D com arranjo Schlumberger para determinação da profundidade do embasamento cristalino, identificação de aquíferos fraturados e mapeamento de plumas de contaminação em zonas industriais. Inclui inversão com algoritmo de regularização suave e relatório com seções geoelétricas interpretadas.
Caminhamento Elétrico 2D
Imageamento lateral de subsolo para detecção de cavidades, variações faciológicas em aluviões e monitoramento de barragens de rejeito. Ideal para complementar a SEV em áreas com geologia complexa, utilizando arranjos Wenner-Schlumberger com espaçamento adaptável ao relevo local.
Parâmetros típicos
Perguntas e respostas
Quanto custa uma campanha de SEV em Mauá?
O valor de uma campanha de resistividade elétrica na região de Mauá varia entre R$1.630 e R$2.580, a depender da quantidade de SEVs, da abertura eletródica máxima (AB/2) e da necessidade de caminhamento 2D complementar. Enviamos orçamento detalhado após visita técnica ao terreno.
Qual a profundidade que a SEV atinge no solo de Mauá?
A profundidade de investigação efetiva depende da abertura AB e da resistividade do meio. Em sedimentos condutivos da várzea do Tamanduateí, com AB/2 de 200 m, conseguimos imagear até cerca de 80 metros. Em rocha cristalina resistente, a penetração pode ser ainda maior, mas a resolução diminui com a profundidade.
A SEV detecta contaminação por solvente no solo?
Sim, desde que haja contraste de resistividade. Solventes orgânicos deslocam a água subterrânea e geram anomalias resistivas bem marcadas sobre a pluma. Já contaminantes inorgânicos salinos reduzem a resistividade. Em ambos os casos, o método é eficaz, e em Mauá já aplicamos SEV em áreas de passivo industrial com bons resultados de delimitação lateral.
