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Ensaio de Permeabilidade in situ (Lefranc/Lugeon) em Mauá

A ABNT NBR 6484:2020 estabelece os procedimentos para investigação geotécnica de campo e em Mauá a aplicação do ensaio de permeabilidade in situ é determinante. A cidade assenta-se sobre terrenos do Planalto Atlântico, com solos residuais de granito e gnaisse, intercalados por camadas de silte arenoso. Em zonas próximas ao Rio Tamanduateí e ao Córrego Oratório, a condutividade hidráulica pode variar ordens de grandeza em poucos metros. O ensaio Lefranc, executado em furos de sondagem, quantifica essa permeabilidade em solos e rochas brandas. Já o ensaio Lugeon, com injeção de água sob pressão em trechos isolados de rocha, é indispensável em fundações de barragens ou túneis. O conhecimento preciso do coeficiente k é base para qualquer projeto de rebaixamento de lençol freático ou análise de fluxo em maciço fraturado. Nosso laboratório segue rigorosamente a norma e entrega relatórios com assinatura de responsável técnico.

Em Mauá, um único valor de k adotado por tabela pode custar o colapso de uma escavação. O ensaio Lefranc ou Lugeon elimina essa incerteza.

Como trabalhamos

Acompanhamos uma obra de contenção na região do Jardim Zaíra onde o projetista dimensionou drenos sub-horizontais baseado apenas em literatura. O maciço apresentava fraturas preenchidas com argila, reduzindo a eficiência da drenagem. Executamos ensaios Lugeon em três furos inclinados. Os valores de absorção ficaram abaixo de 1 Lugeon em dois trechos, confirmando a baixa percolação. O projeto foi revisado, incluindo cortinas de injeções de consolidação nas descontinuidades. A instrumentação posterior mostrou a estabilização das pressões neutras. O ensaio de permeabilidade não é um trâmite burocrático. É a diferença entre um muro que drena e um muro que rompe. Nossas campanhas incluem:
  • Mobilização de sonda rotativa ou percussiva com obturador pneumático
  • Calibração do manômetro e medição de nível d'água a cada 24h
  • Registro contínuo de pressão e vazão com datalogger
Ensaio de Permeabilidade in situ (Lefranc/Lugeon) em Mauá

Fatores do terreno local

O erro mais comum em Mauá é confundir permeabilidade do solo com permeabilidade do maciço rochoso fraturado. A construtora executa um Lefranc no capeamento de silte, obtém um k razoável e assume que a rocha subjacente é impermeável. Quando a escavação atinge o topo rochoso, surgem venenos d'água por fraturas tectônicas não investigadas. O rebaixamento dimensionado é insuficiente. A obra inunda. O custo de remediação com bombeamento extra e concretagem submersa supera em dez vezes o valor de uma campanha de Lugeon. Outro desvio é o uso de obturador mal posicionado, gerando curto-circuito hidráulico e resultados falsos de alta absorção. A calibração do equipamento e a limpeza do furo são etapas inegociáveis. Sem elas, o dado coletado engana mais do que a ausência de dado.

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Marco normativo

ABNT NBR 6484:2020 – Solo e rocha – Execução de ensaios de permeabilidade in situ, ABNT NBR 6502:2022 – Rochas e solos – Terminologia, ABNT NBR 8044:2018 – Projeto geotécnico – Procedimento

Serviços técnicos vinculados

01

Ensaio Lefranc em solos

Método de carga constante ou variável em furos de sondagem mista ou percussiva. Ideal para determinar o coeficiente de permeabilidade em solos saturados e não saturados. Medição precisa do NA com piezômetro dedicado.

02

Ensaio Lugeon em rocha

Ensaio com obturador pneumático simples ou duplo, estágios de pressão ascendente e descendente. Classificação do maciço rochoso quanto à percolação. Essencial para túneis, fundações de barragem e cortinas de vedação.

Parâmetros típicos

ParâmetroValor típico
Norma de referênciaABNT NBR 6484:2020
MétodoLefranc (carga constante/variável) / Lugeon (injeção escalonada)
Trecho ensaiado (Lugeon)Mínimo 3 m, máximo 5 m por estágio
Pressão máxima (Lugeon)Limitada a 0,23 MPa por metro de profundidade para evitar fraturamento hidráulico
Coeficiente k obtido10^-4 a 10^-9 m/s (solos); 10^-5 a 10^-8 m/s (rocha)
Unidade Lugeon1 UL = 1 l/min/m sob pressão de 1 MPa
Registro de ensaioCurva pressão x vazão com classificação de fluxo (laminar, turbulento, dilatação, lavagem, preenchimento)

Perguntas e respostas

Qual a diferença prática entre o ensaio Lefranc e o Lugeon?

O Lefranc mede permeabilidade em solos ou rocha muito alterada, geralmente por carga constante ou variável. O Lugeon é específico para maciço rochoso fraturado, com injeção de água sob pressão em trechos selados, e classifica o tipo de fluxo nas descontinuidades.

Quanto custa um ensaio de permeabilidade em Mauá?

O investimento para ensaio de permeabilidade in situ na região de Mauá fica entre R$1.500 e R$2.330 por trecho ensaiado, dependendo da profundidade, do tipo de método (Lefranc ou Lugeon) e da logística de acesso ao furo.

Em que etapa da obra o ensaio de permeabilidade deve ser executado?

O ensaio é executado durante a campanha de sondagens, aproveitando os furos de investigação. Para Lugeon, é necessário furo com revestimento e coroa de widia ou diamante. O ideal é realizá-lo antes do projeto executivo de fundações e contenções.

O resultado do ensaio é válido para toda a área do terreno?

Não. A permeabilidade em solos residuais e maciços fraturados é altamente heterogênea. Recomendamos no mínimo três ensaios distribuídos na área de influência da obra, correlacionando com o mapeamento geológico-geotécnico local e com o ensaio SPT para validação do perfil.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Mauá e arredores.

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